segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Há algo de errado nesta família




Entender os filhos é uma tarefa difícil, mas Kevin é impossível. Precisamos Falar Sobre Kevin, filme baseado no livro de Lionel Shiver, discute a questão psicológica da maternidade a partir de um crime brutal. 
Eva Khatchadourian, interpretada brilhantemente por Tilda Swinton, tem uma vida solitária e melancólica . Ela mora em uma casa pequena, está desempregada e é odiada pelos habitantes da pequena cidade onde mora.
Através de flashbacks, que mais parecem pesadelos, vamos descobrindo, aos poucos, o passado da personagem. 
Eva era uma mulher aventureira, mas deixou de lado sua liberdade ao se casar com Franklin e dar à luz ao seu filho primogênito, Kevin. Desde o começo a relação mãe-filho era muito conturbada até chegar ao seu ápice, na adolescência do garoto. O nascimento da segunda filha, a doce e educada Celia, é um dos pontos que complicam a convivência desta família.
Muito bem interpretado por Ezra Miller, Kevin é um garoto perverso e dissimulado. Para o pai, ele é se mostra um garoto exemplar, o que não permite que Franklin perceba o que sua mulher já vê há muito tempo. Esta duplicidade do adolescente é o ponto de conflito que gera uma grande crise entre o casal.
O livro conta a história através de cartas que Eva manda ao seu ex-marido, Franklin, para tentar entender o fim daquela família. Já no filme dirigido por Lynne Ramsay a trajetória da personagem é construída através de flashbacks. A forma com que é contado, o espectador vai sendo levado lentamente ao passado desta mãe e o sofrimento causado por seu filho. 



sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Cidade Luz nos anos 20



A síndrome da Época de Ouro é pensar que viver em uma época anterior seria melhor do que o presente. Gil Pender é portador dessa síndrome. O personagem central do filme Meia Noite em Paris é um roteirista de Hollywood que decidi escrever um romance.
Paris é sua inspiração, mas não nos tempos de hoje, e sim nos anos 20, época de grandes artistas . Em uma viagem à cidade luz com sua noiva Inez (Rachel McAdams) e seus futuros sogros, Gil acaba entrando em uma grande aventura, embarcando para a sua “época de ouro”. Lá faz amizade com o casal Fitzgerald e Ernest Hemingway, ouve músicas de Cole Porter e tem como primeira leitora e crítica de seu livro, Gertrude Stein.
Nestas idas e vindas entre o passado e o presente, Gil percebe a diferença de pensamento entre ele e Inez. Ele focado na sua paixão pelo passado e ela com o sonho de uma casa em Malibu. Tudo se complica ainda mais quando conhece Adriana, amante de Picasso, uma mulher linda, sutil e sensual.
Depois de Londes e Barcelona, Woody Allen chega a Paris. O diretor volta às telas com uma história de amor impossível entre um homem e um passado distante. Nenhuma outra cidade no mundo poderia ser palco para tal romance. O filme segue um padrão que vem sendo usado por Allen, um protagonista frágil, com uma bela paisagem e uma musa inspiradora. Muito usado nas cidades europeias por onde tem passado.
Este filme de Allen é um belo roteiro para viajar sem sair do sofá, para um novo lugar e uma nova época. 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A origem não importa

Você faria sexo com seus inimigos para trazê-los para seu lado? É exatamente isso que acontece no filme "Os Nomes do Amor" (Les Noms des Gens) de Michel Leclerc. Bahia Benmahmoud (Sara Forestier) filha de uma ex-hippie e um imigrante Argelino, politicamente ativa, que por causa de seus problemas sexuais causados por abusos na infância, se tornou uma "prostituta política", que leva a sério o lema dos anos 60 "Faça amor, não faça guerra". Já Arthur Martin (Jacques Gamblin) é um quarentão conservador que vem de uma família onde seus tabus não eram  conversados nunca. Sua mãe teve quase toda família morta pelo regime nazista, mas é algo que escondeu a vida toda. Então Arthur esconde as complicações de sua árvore genealógica e tem orgulho de mostrar como é um francês comum. Mas mesmo tão diferentes os dois personagens acabam vivendo um história de amor


O filme fala sobre a união de diferentes culturas de povos que passaram por dificuldades pela história e o povo francês, muitas vezes que se passa como superior a outros. 


Assista aqui o trailer do filme:







terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O espírito natalino dos assassinos

É tempo de natal, festas, árvores enfeitadas, papai noel, presentes e panetone. Mas, também é tempo de música natalina da banda de Las Vegas, The Killers. Este ano "The Cowboys' Christmas Ball" traz para esse Natal uma música com o velho oeste americano, Cowboys e alienígenas - referência a Cowboys & Aliens e Rango. O vídeo foi lançado no dia 1º de dezembro porque é o Dia Mundial de Combate à AIDS, e o valor arrecadado com as vendas do single e do EP, que reunirá todas as músicas de natal já feitas pela banda, será revertido para a RED, fundação que visa erradicar a AIDS na África.

Assista aqui o videoclipe da música natalina de The Killers:

"21" de Adele é o álbum mais vendido do século no Reino Unido

A “Official Charts Company”, empresa que elabora a lista dos discos mais vendidos do Reino Unido, classificou  “21″, último álbum lançado pela cantora Adele, como o mais vendido deste século na terra da cantora. 
O segundo trabalho da cantora foi lançado no começo do ano e vendeu 3,4 milhões de exemplares. Esta marca supera o álbum “Back to Black”, da cantora Amy Winehouse, que alcançou 3,3 milhões de cópias vendidas cinco anos após ser lançado. O álbum de Adele recebeu seis indicações ao Grammy na última semana, inclusive a de “Melhor Álbum do Ano”.
Recentemente a cantora fez uma cirurgia nas cordas vocais e está em recuperação. Através de seu blog ela fez uma declaração após receber a notícia:  “Há poucos dias recuperei a voz e agora estou estupefata”. 
Assista "Someone Like You": música deste álbum com o clipe gravado Paris.